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Testes COVID-19: Quais as diferenças?

Ainda há muitas dúvidas sobre qual e em que momento deve ser aplicado os diferentes testes de Covid existentes e quais as principais diferenças.

Recentemente, os chamados testes rápidos para COVID-19 vieram juntar-se aos testes que já conhecíamos desde a primeira vaga da doença, feitos em laboratório com equipamento específico, que são: os Testes Diagnóstico (confirma a infeção) e os Testes Serológicos (avalia a presença de anticorpos para a doença).

Quais os Testes Covid-19 existentes?

  1. Testes Serológicos (Imunológicos)

Estes testes são utilizados quando se pretende saber se existe presença de anticorpos para o vírus SARS-COV-2. Atualmente sabe-se que quem apresenta anticorpos, já esteve em contacto com o vírus. Deteta a presença das IgM´s e das IgG´s, produzidos pelo nosso organismo face a uma infeção imunológica.

São testes importantes numa fase posterior da infeção uma vez que os anticorpos precisam de cerca de 5-10 dias para serem detetáveis no sangue.

Testes de deteção indireta do vírus.

  1. Como é feito este teste?

É um teste rápido que gera o resultado entre 15-30 minutos, através de uma pequena colheita de sangue. Um resultado negativo não exclui a presença da doença. A resposta imunológica na infeção por SARS-COV-2, ou seja, normalmente cerca de 8 a 10 dias após o início dos sintomas. Face a este intervalo de tempo, um teste negativo, não garante que a pessoa não está infetada, apenas que naquele momento não apresenta anticorpos detetáveis e a pessoa já estar contaminada

As IgM´s surgem numa fase bastante precoce da infeção e mais tarde aparecem as IgG´s que durante um período são detetados em conjunto com as IgM´s. Após recuperação da doença as IgM´s desaparecem e permanecem as IgG´s.

Este teste apresenta menor sensibilidade que os testes de PCR.

  1. Quem deve fazer testes serológicos?

– Pessoas que contataram com doentes COVID-19 confirmados;

– Pessoas que pretendam saber se já tiveram em contato com o vírus, por razões diversas como planear uma pequena deslocação, triagem no local de trabalho, etc…

2- Testes Diagnóstico (PCR)

Estes testes são testes moleculares altamente sensíveis e específicos. Permitem testar as pessoas numa fase precoce da infeção.

Requerem uma recolha de amostra (exsudado) através do nariz, com recurso a uma zaragatoa e em que esta amostra é analisada posteriormente num laboratório certificado.

O teste de PCR permite a confirmação de uma infeção ou não, para que assim possam ser dadas as devidas orientações, (isolamento), tratamento e não existir risco de infeção de outras pessoas.

Testes de deteção direta do vírus.

2.Como é feito este teste?

Os testes de PCR utilizam a biologia molecular para detetar diretamente a existência do vírus SARS-COVID-2 na secreção respiratória do paciente (colheita de secreções naso-orofaringe). Trata-se de um teste de alta sensibilidade.

2.Quem deve fazer testes serológicos?

– Todas as pessoas com sintomatologias e assim possível de detetar carga viral até ao 12º dia de sintomas;

– Todas as pessoas que vão realizar um exame/procedimento com exame evasivo ou cirurgia;

– Qualquer doente antes de um internamento hospitalar ou clínico;

– Grávidas antes do parto;

– Todas as pessoas que vão viajar (de acordo com as recomendações da DGS e outras autoridades).

3.Testes de Antigénio (Rápido)

É um teste que permite detetar proteínas especificas do vírus. Permitem identificar rapidamente os indivíduos infetados quando a colheita é realizada nos 5 primeiros dias da doença.

Testes de deteção direta do vírus.

3. Como é feito este teste?

É realizado pela colheita de uma amostra do trato respiratório (exsudado nasofaringe), sendo a sua leitura visual e o resultado obtido entre 15-30 minutos.

Os testes rápidos são menos sensíveis do que os testes PCR e por isso a probabilidade de obter resultados falsos negativos é maior. Assim, um resultado negativo num teste rápido, não significa que esteja excluída a hipótese de uma infeção, por isso pode ser necessário realizar um teste de PCR.