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“Food craving”: uma resposta emocional ao stress

O stress provocado pela pandemia COVID-19 e o tédio associado às limitações que temos sido sujeitos nos últimos meses, contribuem para uma maior ingestão calórica, através do aumento do consumo de gordura, hidratos de carbono e proteína.

stress leva-nos muitas vezes a comer em excesso e a procurar “alimentos de conforto”, sobretudo alimentos açucarados. Esse desejo súbito por determinados alimentos é designado por “food craving“, que é um conceito que inclui processos emocionais (desejo intenso de comer), comportamentais (procura por comida), cognitivos (pensamentos sobre comida) e fisiológicos (salivação).

Estes cravings por alimentos ricos em açúcar estimulam a produção de serotonina, que tem um efeito positivo no humor. Contudo,  sabemos que os cravings por doces aumentam o risco de obesidade, que constitui um estado crónico de inflamação e que associado a doenças com a diabetes mellitus, doenças cardio-vasculares e doenças pulmorares, que aumentam o risco de complicações graves, em caso de infeção por SARS-CoV-2.

stress é também responsável por distúrbios do sono, que agravam ainda mais o stress e a vontade de comer doces, dando origem a um ciclo vicioso. Assim, é importante consumir alimentos que contenham ou promovam a síntese de serotonina e melatonina à noite, que ajudam a ter um sono mais tranquilo. Muitos vegetais (raízes e folhas), frutos (como a banana, a cereja e as amêndoas) e sementes, contém melatonina e/ou serotonina. Os alimentos ricos em triptofano, aminoácido precursor da serotonina e melatonina. como o leite e lacticínios, também são uma boa opção, ajudando não só na melhoria do sono, mas também na regulação da saciedade.

O aumento da ingestão de alimentos desprovidos de interesse nutricional, como os doces, pode substituir, inconscientemente, a ingestão de alimentos nutricionalmente ricos, levando à deficiência de micronutrientes, que prejudica a resposta imunitária e nos torna mais susceptíveis a infecções virais. Assim, é fundamental manter ou adquirir bons hábitos alimentares, seguindo um padrão alimentar saudável e equilibrado, que garanta a ingestão adequada de vitaminas, minerais e antioxidantes. Ingerir alimentos como frutas e vegetais, que são fornecedores de vitaminas e minerais por excelência, ajuda a fortalecer o nosso sistema imunitário, graças à sua riqueza em antioxidantes como a vitamina E, a vitamina C e o betacaroteno.