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Enxaquecas

               Estima-se que entre 8 e 15% da população dos países ocidentais sofra de enxaquecas. É a terceira doença mais prevalente no mundo e a patologia neurológica mais frequente. Podem ocorrer em qualquer idade, mas são mais prevalentes entre os 25 e os 55 anos, principalmente nas mulheres. Fique a saber mais sobre esta doença, as suas causas e sintomas e como a prevenir e tratar.

O que é a enxaqueca?

               A enxaqueca é uma cefaleia primária, responsável por uma dor de cabeça intensa e latejante/pulsátil que pode ser acompanhada por enjoos e vómitos. Afeta, normalmente, um dos lados da cabeça, pode causar intolerância à luz e barulho e é agravada pela atividade. A enxaqueca pode durar algumas horas mas pode também chegar aos 3 dias, sendo classificada pela Organização Mundial de Saúde como uma das 20 principais causas de perda de anos de vida saudável.

               Nas mulheres pode estar associada a alterações hormonais, devido à flutuação dos níveis de estrogénio ao longo do ciclo menstrual.

Sintomas e formas de enxaquecas

               A enxaqueca é caracterizada pela inflamação parcial do tecido cerebral e das meninges. Para além das óbvias dores de cabeça unilaterais, dois sintomas das enxaquecas são:

  • Tonturas
  • Sensação generalizada de fraqueza

               Quando os doentes sentem, para além de dores de cabeça, alterações neurológicas temporais como perturbações da visão (como, por exemplo, perda momentânea de visão, perceção de imagens turvas ou pontos luminosos, figuras geométricas ou em ziguezague), paralisia, sensações de formigueiro ou ardor e perturbações na fala (como, por exemplo, dificuldade em encontrar palavras e em manter um diálogo), trata-se de uma enxaqueca com aura (na qual os vasos sanguíneos se contraem antes da enxaqueca).

Como é feito o diagnóstico, a prevenção e o tratamento de enxaquecas?

               O diagnóstico de enxaqueca passa pela avaliação do historial pessoal e familiar bem como pela análise dos sintomas e por um exame físico e, em casos mais complexos, são realizados alguns exames auxiliares de diagnóstico como a Ressonância Magnética ou a TAC para excluir outras doenças.

             Em termos de prevenção, a melhor forma de a fazer é estudando as crises, tentando entender os fatores desencadeadores e evitá-los. É também aconselhável a redução do stress e a adoção de um sono de pelo menos 8 horas. Alguns médicos optam mesmo pela toma de diária de fármacos que ajudam a diminuir a frequência, intensidade e duração dos episódios de enxaqueca.

Embora a enxaqueca se trate de uma doença sem cura é controlável. Assim, durante uma crise aguda é aconselhado o refúgio num local calmo e sem luz. É também recomendada a aplicação de frio ou calor no local onde a dor incide.

A toma de medicamentos deve ser prescrita pelo seu médico de forma personalizada. É por isso aconselhada a ida a um médico de forma a conseguir aliviar os seus sintomas, de cada vez que tem uma crise.